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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Cárie em dentes de leite pode estar ligada a obesidade e más escolhas alimentares

Um estudo com crianças pequenas que estavam tendo os dentes de leite tratados em decorrência de cárie mostrou que 28 % delas tinham percentil de índice de massa muscular acima de 85% – uma indicação de que a criança está acima do peso ou obesa.

Essa porcentagem é mais do que 5 % mais alta do que a média nacional estimada, dizem os pesquisadores. Más escolhas alimentares, incluindo bebidas e sucos de frutas açucarados, estão entre os acusados de contribuir com a obesidade e com a cárie dentária em crianças pequenas.

A cárie dental já é a doença crônica mais comum da infância. De 5% a 10% das crianças pequenas apresentam cárie da primeira infância, de acordo com o relatório Healthy People 2010, e a obesidade infantil mais do que triplicou nos últimos 30 anos – alcançando quase 20% em 2008.

No estudo apresentado em junho no encontro anual da Sociedade de Endocrinologia, Universidade de Buffalo, pesquisadores acompanharam 65 crianças com idades entre 2-5 anos no Hospital de Mulheres e Crianças em Buffalo (WCHB), N.Y. A severidade dos problemas dentais ou outras questões exigiram que as crianças fossem tratadas em sala operatória. Kathleen Bethin, M.D., professora associada de pediatria na Universidade de Buffalo e diretora de endocrinologia pediátrica e diabetes do WCHB liderou o estudo.

Após anestesia, a equipe da dra. Bethin media a circunferência da cintura das crianças e realizava exame de glicemia de jejum. Os pais respondiam a um questionário enquanto os filhos estavam em cirurgia.

Os dados mostram que:
·                              18 das 65 crianças (28%) apresentavam IMC acima de 85. Esse valor poderia ser maior se as crianças não estivessem em jejum, observa dra. Bethin.
·                              A circunferência da cintura comparada com a altura foi significativamente maior nas crianças com sobrepeso e obesas comparadas com as crianças de peso normal.
·                              71% das crianças apresentavam ingestão calórica maior do que as 1.200 calorias por dia normais para a faixa etária.


"Supomos que as más escolhas nutricionais podem ligar a obesidade com a cárie dental em crianças pequenas, mas existem poucos dados publicados associando essas duas questões", diz dra. Bethin. "O propósito de nosso estudo foi obter dados preliminares sobre IMC, ingestão calórica e perfis metabólicos em crianças pequenas com cárie dental". "O ponto principal dos nossos achados é que a má nutrição pode ligar obesidade com cárie dental", ela continua. "Assim, o consultório odontológico pode ser o lugar ideal para educar famílias sobre nutrição e os riscos da obesidade e da cárie dental".

O estudo não encontrou diferenças entre as calorias totais consumidas pelas crianças com sobrepeso e aquelas com peso normal, acrescenta dra. Bethin. "Portanto, o problema não é o excesso de alimentos em si, mas a escolha errada dos alimentos".

Muitos dentistas se preocupam pelo fato de seus pacientes estarem consumindo quantidades recordes de refrigerantes açucarados, sucos de frutas adoçados e lanches não nutritivos que prejudicam os dentes. Esses itens, geralmente, têm pouco ou nenhum valor nutritivo e, com o tempo, os dentes podem pagar o pato.

Padrões de alimentação e escolhas de alimentos entre crianças e adolescentes são fatores importantes que afetam a rapidez com que os mais jovens podem desenvolver cárie dentária. Pessoas que não têm certeza de estarem obtendo os nutrientes, as vitaminas e os minerais corretos devem revisitar a página do Ministério da Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O USDA supervisiona a saúde nutricional do país. As recomendações dietéticas da agência destinam-se a promover a saúde ótima e prevenir doenças relacionadas à obesidade, incluindo doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e cânceres.

Além de uma dieta saudável, a American Dental Association recomenda que os pacientes limitem o número de lanches entre as refeições (e, se ingerirem lanches, escolham alimentos nutritivos com baixo teor de açúcar); escovem os dentes duas vezes ao dia com creme dental com flúor que tenha o selo de aprovação da ADA; passem fio dental ou usem um limpador interdental diariamente para remover a placa que se forma sob as gengivas e entre os dentes; e agendem consultas regulares com o dentista para exame e limpeza. O momento de falar com o dentista sobre a saúde bucal de um bebê é quando o primeiro dente aparece.

fonte: www.colgate.com.br

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Odontologia e Diabetes - Prevenção para saúde bucal e sistêmica

PREVENÇÃO :  Fundamental para a Saúde Bucal e Sistêmica
Após avaliarmos a extensão e severidade de afecções bucais que os pacientes portadores de Diabetes sofrem, fica evidente que a prevenção de tais afecções é o meio mais eficaz de evitar as diversas morbidades causadas pelo descontrole da doença e suas complicações.
A prevenção deve ser executada com disciplina e em conjunto com o paciente, através da orientação quanto as possíveis complicações bucais que podem surgir caso o Diabetes seja encarado levianamente, e que tais complicações podem agravar o quadro geral do mesmo. Dessa maneira, haverá a conscientização do paciente da integralidade de seu organismo e assim maior aderência ao tratamento odontológico e endocrinológico.
Como o biofilme dentário é o principal causador de cárie e doenças pediodontais, ele deve ser frequentemente removido das superfícies bucais, através de escovação, usode fio dentário e o uso de anti-septicos bucais na forma de bochechos, um passo fundamental no controle do biofilme.
Escovação:  
Diversos tipos de escovas podem ser utilizados. A escova convencional deve ser tamanho 35 ou 40 (adultos) e deve ter cerdas macias. O cabo deve ser de fácil manuseio e se adaptar à destreza do paciente.
Fio Dental:
São necessários para remover o biofilme que se deposita entre os dentes, pois nessas áreas a escova dentaria não tem acesso.
Enxaguatório bucal:
Diversos bochechos contendo anti-sépticos podem ser encontrados. Alguns agentes utilizados são: clorexidina, óleos essenciais, cloreto de cetilpiridino, triclosan e malva, entre outros.
Anti-sépticos  contendo clorexidina e óleos essenciais tem sido os mais estudados, contendo o maior numero de publicações relacionadas ao controle de placa e gengivite.
 Entretanto ao indicar um produto deve-se considerar o intervalo de tempo para o uso e os efeitos colaterais relacionados dos mesmos.
- Digluconato de clorexidina: apresenta alta capacidade de ficar retido na cavidade bucal e ser liberado posteriormente, exercendo efeito terapêutico prolongado.
Apresenta excelente atividade contra bactérias, e por isso, estudos científicos mostram que tem a capacidade de reduzir a quantidade de biofilme e os níveis de gengivite.
Apesar de ser um agente eficaz, apresenta diversos efeitos adversos, como provocar a sensação de queimação e alteração do paladar. Seu uso por tempo prolongado provoca a formação de manchas sobre os dentes.
- Óleos essenciais: bochechos contendo óleos essenciais contem timol, mentol , eucaliptol e salicilato de metila, responsáveis pelo efeito terapêutico. Também apresenta capacidade de ficar retido por longo tempo na cavidade bucal e ação contra bactérias localizadas na superfície dos dentes, língua, mucosas bucais e saliva. Estudos clínicos demonstram sua eficácia na redução de biofilme e gengivite. Apresenta eficácia próxima a clorexidina e seu uso por tempo prolongado não esta associado a efeitos adversos.
Também está indicado no controle da halitose e no controle da infecção cruzada em consultórios dentários.
Fica claro que o papel do cirurgião dentista é fundamental para a prevenção de problemas bucais no paciente diabético e deve conscientizá-lo que:
·         O acúmulo de biofilme dentário é o principal fator causador de cáries e doenças gengivais;
·         A remoção diária do biofilme dentário é fundamental para manter a boa saúde bucal;
·         O uso de anti-sépticos bucais como coadjuvantes do controle mecânico da placa constitui um passo fundamental no controle do biofilme.
O profissional deve promover o acompanhamento destes pacientes com menor periodicidade, se possível com visitas ao consultório mensais e atenção redobrada no exame clinico.
O rigor do cirurgião dentista no exame clínico, tratamento, prevenção e em todas as orientações é traduzido pelo paciente como atenção, competência e vigilância, deixando implícito o seu fundamental papel nesse universo.



segunda-feira, 18 de abril de 2011

Odontologia e Diabetes - Atendimento Odontológico

Odontologia e Diabetes
A evolução da odontologia como ciência, evidencia-se nos dias de hoje por uma maior preocupação do Cirurgião Dentista em relação à saúde geral do paciente.
Isso ocorre através da integração com a medicina na avaliação e atendimento de patologias sistêmicas, que apresentam manifestações na cavidade bucal e que requerem tratamento diferenciado.
Dessa maneira pode-se garantir tanto o restabelecimento e manutenção da saúde bucal como contribuir para a saúde global do paciente.
- Atendimento odontológico ao paciente portador de Diabetes
Abaixo seguem algumas considerações quanto ao atendimento odontológico desses pacientes:
·         A anamnese ( que também compreende o exame clinico) do paciente portador de DM deve ser rigorosa e minuciosa em relação ao tipo de diabetes, controle de glicemia, hipertensão arterial, complicações da doença e medicações utilizadas pelo paciente;
·         Por apresentarem alterações vasculares que levam a isquemias e neuropatias, estas condições facilitam a instalação e evolução de infecções e conseqüentemente a descompensaçao do DM;
·         O tratamento desses pacientes é obrigatoriamente multidisciplinar, sendo fundamental o encaminhamento de pacientes recém diagnosticados e com deficiente controle da doença ao Endocrinologista;
·         Solicitação de exames laboratoriais como hemograma, coagulograma, glicemia plasmática e hemoglobina glicada, deverão anteceder o inicio do tratamento, pra fins de decisão terapêutica e evolução do paciente;
Assim como o profissional deve estar atento aos níveis de glicemia do paciente, deve também se atentar  para comorbidades e complicações secundarias ao DM que podem necessitar de modificações na conduta odontológica.
A hipertensão arterial figura entre as mais comuns complicações nos portadores de DM, sendo assim, estes pacientes corriqueiramente  estão sob tratamento com uma ou mais medicações hipotensoras. Caso o paciente falhe em aderir a esse tratamento e o mesmo for exposto a trauma cirúrgico sem aferição de pressão arterial e adequada terapêutica anestésica, quadros hipertensivos favorecem o surgimento de complicações como angina de peito, sincope,hemorragias transoperatórias e pós operatórias. Estes quadros devem ser corretamente identificados e tratados no consultório.
Outro exemplo é atenção à terapêutica medicamentosa prescrita para o portador de DM pelo cirurgião dentista, pois, normalmente, o paciente portador de DM está sob terapêutica medicamentosa múltipla.

fonte: guia pratico para o diagnóstico e atendimento de pacientes diabéticos- johnson&johnson