quinta-feira, 24 de março de 2011

Complicações bucais no tratamento quimioterápico

Tratamento de estomatologia
Complicações bucais no tratamento quimioterápico


Dentre as condutas utilizadas para o tratamento do câncer, a quimioterapia e a radioterapia são responsáveis por inibirem o crescimento ou destruírem totalmente as células neoplásicas. No entanto, essas terapias não diferenciam as células neoplásicas das células normais que se proliferam rapidamente, como as mucosas da boca ou da medula óssea, por exemplo.
"A quimioterapia é uma modalidade de tratamento sistêmica, pois produz efeitos orgânicos gerais, principalmente no trato gastrointestinal, agravando condições bucais pre-existentes", explica o chefe da Seção de Estomatologia do Instituto Nacional do Câncer - Inca.
Quais os sintomas do tratamento?
Assim como a radioterapia, a quimioterapia causa, entre outros efeitos colaterais, xerostomia (boca seca) e mucosite, que é a degeneração progressiva do epitélio de revestimento das mucosas. "Em casos avançados (estádio IV), a mucosite se apresenta sob a forma de inúmeras lesões ulceradas, o que significa uma possível porta de entrada para infecções sistêmicas, que podem ser letais", afirma Monteiro. "Devido às condições hematológicas desfavoráveis como a leucopenia, por exemplo, infecções secundárias (candidíase) estão muitas vezes presentes."
Segundo o coordenador do Serviço de Medicina Bucal do Centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanês, aproximadamente 40% dos pacientes tratados com quimioterapia podem precisar do tratamento odontológico. Estes, normalmente, são os pacientes que fazem o tratamento contra tumores sólidos.
Os pacientes submetidos à quimioterapia de alta dose, para combater cânceres no sangue, por exemplo, ficam internados e cerca de 60% deles tem mucosite até graus três e quatro, que são os piores tipos na escala WHO. Se for transplante de medula, pode-se dizer que 75% deles tem mucosite de graus três ou quatro. Isso quer dizer que quase toda a população internada com este problema vai precisar de um Cirurgião-Dentista.
As chances de a quimioterapia causar danos à cavidade oral acentuam-se dependendo da idade do paciente. De uma maneira geral, 40% dos pacientes submetidos ao tratamento de quimioterapia desenvolvem esses efeitos na boca, passando para mais de 90% quando aplicada a crianças com menos de 12 anos. Embora os pacientes dessa faixa etária tenham tendência a desenvolver tumores malignos que causam alterações bucais por si sós, também parece provável que o elevado índice mitótico das células da mucosa da boca seja um fator adjuvante nesse grupo etário. Além disso, doenças malignas do sangue, como leucemia e linfoma, também podem estar associadas a uma grande freqüência de complicações bucais, assim como os neoplasmas do trato gastrointestinal.
O papel do Cirurgião-Dentista nesses casos é fundamental para evitar que essas alterações e complicações bucais ocorram e, caso se manifestem, tratá-las. "A quimioterapia deverá ser iniciada concomitantemente com aplicações diárias de laser de baixa intensidade de potência, produzindo, assim, um efeito biológico positivo (processo chamado bioestimulação), evitando o aparecimento das mucosites orais", recomenda. Vários estudos realizados no mundo, segundo o chefe da Seção de Estomatologia do Inca, mostram a eficácia comprovada do laser low intensity ou soft laser. Os efeitos bioestimuladores desse tipo de laser atuam nos citocromos mitocondriais, resultando em produção de ATP, aumentando o metabolismo celular (propriedade de cicatrização).
"Alguns estudos incluem propriedades anti-inflamatórias pela diminuição de secreção de prostaglandina, que possui também efeito anti-edematoso baseado na dilatação dos vasos linfáticos, na redução da permeabilidade dos vasos sangüíneos e, principalmente, a diminuição imediata da dor – pelo mecanismo da modulação de nocioceptores, modificando a ação dos impulsos nervosos e da secreção de beta-endorfinas e encefalinas", relata Monteiro. "Também fazemos uso de substâncias como enzimas antibacterianas específicas, como lisozinas, lactoperoxidase e glicose oxidase, sem álcool, evitando injúria celular e quadros infecciosos."
Aproximadamente uma semana ou 15 dias após a sessão de quimioterapia, o paciente entra em imunossupressão, que é a queda da resistência. Nesse período, qualquer foco de infecção odontogênica ou periodontal preexistentes pode representar um grande risco de o paciente desenvolver infecções bucais. "Para cada tipo de tumor existe um protocolo, tanto de drogas como do número de ciclos. Todos eles levam à imunossupressão.
Todos levam a uma queda de resistência do organismo", explica o titular do Departamento de Estomatologia do Hospital do Câncer, Marcos Martins Curi. "No pico maior de imunossupressão, aquele quadro que estava sendo controlado naturalmente pelo organismo pode se alastrar ou se agudizar. Essas infecções agudizadas podem levar à bacteremia." Em alguns desses casos, o paciente precisa ser internado, o que representa um aumento no custo do tratamento, alteração na qualidade de vida e aumento nas chances de óbito.


Prevenção
Muitas das complicações bucais vindas da quimioterapia são tão agudas e complexas que chegam ao ponto de interromperem o tratamento oncológico. "É sempre bom tentar prevenir para não ter de interromper um tratamento".
E a prevenção só é feita com o atendimento odontológico antes do início do tratamento de oncologia. "Geralmente, o atendimento odontológico prévio não visa a tratar tudo." O que o Cirurgião-Dentista deve fazer nessa fase é apenas tratar as possibilidades de infecções dentárias, como tratamentos endodônticos ou cáries mais extensas. "Essa abordagem odontológica antes do tratamento visa à parte mais urgente, que representa risco de infecção para o paciente. O restante pode ser feito durante o tratamento de quimioterapia, entre os ciclos."
Mas, em alguns tipos de câncer, como o linfoma de Hodgkin (que apresenta uma evolução muito rápida), o tratamento começa imediatamente após o diagnóstico e não há tempo para o atendimento odontológico prévio. Nesse caso, é iniciado o tratamento oncológico e, quando o paciente melhorar, terá uma resposta a esse tratamento; então, entre um ciclo e outro, será o momento adequado de haver uma intervenção para o tratamento odontológico.
Quais os efeitos colaterais
Dentre os efeitos colaterais causados na boca de crianças submetidas ao tratamento quimioterápico, podem ocorrer alterações na formação dos ossos da maxila e da mandíbula e de odontogênese, porque é uma fase em que todos os tecidos, os dentes e os ossos estão se formando. "Dependendo das seqüelas, a mais comum é não formar dentes, dependendo da idade da criança e da gravidade dessas alterações, as reabilitações são feitas mais tardiamente e não nesse momento. O grande desafio hoje é fazer essas reabilitações. Uma das possibilidades que nós temos é reabilitar a parte dentária com implantes osseointegrados. É uma boa alternativa para a reabilitação de pacientes jovens".
Um dos efeitos colaterais da quimioterapia de grande relevância para a Odontologia, embora raro, representando apenas cerca de 6% das complicações bucais, é a neurotoxicidade, pois o envolvimento dos nervos bucais pode causar dor odontogênica, o que é bastante semelhante à dor da pulpite. Esses sintomas, freqüentemente, desaparecem com a suspensão das drogas.


terça-feira, 22 de março de 2011

Cirurgia de Implantes - Tecnica All On Four - com Carga Imediata

A Cirurgia de implantes com Carga Imediata foi realizada em paciente edentulo, com pouca espessura óssea para implantes.
vídeo, mostra uma cirurgia de implantes com a Técnica All On Four, onde foram utilizados implantes 3.3 cone morse da marca Kopp, e colocação de prótese carga imediata.
Na colocação dos implantes o torque foi de mais de 80 Nw, o que possibilitou a execução da prótese imediatamente, para a satisfação da paciente em 24 horas ela estava com um novo sorriso sem edema e sem dor, isso devido a um trabalho cuidadoso no momento da cirurgia e um adequado planejamento baseado em analise clinica e estudos tomográficos.
Os responsáveis pelo sucesso desse procedimento foram o Dr Renato Goidanich e Dra Daniella de Leon.
Mais trabalhos de implantes e estéticas podem ser vistos no site:  www.danielladeleon.com.br

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Irrigue seus canais com melhor aroma e mais criatividade

Em homenagem e a pedido da minha paciente Gabi , vai ai uma sugestão aos fabricantes daquele liquidosinho tinhoso que os pacientes tem que suportar na irrigação de seus canais, a famosa Soluçao de Milton, cansada de sentir o cheiro  deste liquido minha paciente sugere novos aromas.... afinal o paciente não precisa ficar com cheiro de “ chão de banheiro de rodoviária” ( palavras da Gabi) toda vez que tem um canal para tratar.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Boca é para Dentista

Boca é para Dentista

Comunicado importate:
Pacientes, por favor, aprendam…
BOCA É PRA DENTISTA!!!
(trauma facial é pra dentista…)
(abscesso facial é pra dentista…)
(ortognática é pra dentista…)   […]
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/02/internada-para-cirurgia-na-boca-crianca-e-operada-na-barriga-em-sp.html
image
Médicos tentando operar trauma facial no lugar de Cirurgiões Dentistas podemos até tentar compreender (por causa da falta de informação do povo)… Agora tentar operar boca… aí já complica um pouco….infelizmente, este é o Brasil….
CFO cade voce????
fonte: http://bucomaxilofacial.blogspot.com/2011/02/boca-e-para-dentista.html

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Posts pagos em blogs e sites de odontologia Parte 1


A questão sobre posts pagos ultimamente tem sido muito abordada por alguns colegas com blogs de Odontologia, principalmente pelo aumento do número de anunciantes que estão procurando estes blogs, e a maneira como algumas abordagens são feitas aos donos de blog: publicidade paga, sugestões de posts, etc. O Marcos escreveu este texto abaixo para elucidar algumas questões sobre o assunto.
Essa semana recebi a edição de fevereiro da revista Exame PME, que por sinal está muito boa e vale a pena ser lida inclusive por dentistas. Mas voltando ao assunto. Estava eu começando a leitura e na página 6 lia a página “Carta ao Leitor” , distraidamente terminei a página 6 e comecei a ler a página 7, que parecia uma reportagem de página inteira, mas a formatação desta página fugia do padrão da Revista. Por achar estranho, parei a leitura e comecei a olhar mais atentamente e descobri no topo da página um discreto ” PwC Informa” e vi que se tratava de um Informe publicitário e não de uma reportagem. Parei a leitura, pois era algo que não me interessava, talvez se interessasse eu continuaria.
A única questão é: INFORME PUBLICITÁRIO não é REPORTAGEM e isso deve estar claro, o leitor deve ter ciência que aquele texto é algo pago. Enviei um email a Editora da Revista (que alias tem uma equipe que sempre responde a tudo que você pergunta e dedica muita atenção ao leitor) e colocar minha insatisfação pela forma como o tal informe foi veiculado. Talvez algumas pessoas não liguem, eu não sou uma delas.
Trazendo para nossa realidade:
Você é dentista, como eu, o JV o Leo Augusto, a Paula Rollemberg e cria um site ou blog. No inicio meio que por brincadeira, mas ai a coisa vai embalando e pelo seu excelente conteúdo você começa a se destacar, sua audiência cresce, etc etc .. leia mais aqui
Bem onde quero chegar com o parágrafo acima? Chega uma hora que você começa a ser assediado por empresas e/ou agências de publicidade para publicar “pautas interessantes” em seu blog ou site. Na maioria das vezes essas pautas se configuram em informes publicitários disfarçados.
Grande parte deles nada tem de relevantes e não acrescentariam nadica de nada ao seu leitor (somente divulgariam o cliente da referida agência ou assessoria) se você o publicar em seu blog ou site. Por outro lado uma pequena parte das pautas enviadas são realmente relevantes e podem/devem realmente ser publicados pois agregam valor a seu site/blog por trazerem novidades a seu visitante. A brincadeira é essa: site, blog, vida pessoal, seu consultório e tudo mais na vida tem que ser um jogo de ganha-ganha.. se todos saem ganhando tudo certo!
Como Coordenador do Odontosites tenho recusado muita coisa nestes últimos dez anos. Em meu Blog de Marketing em Odontologia também recuso, não com tanta frequência, mas sempre aparece alguma assessoria de imprensa ou agência com uma pauta fantástica para ser publicada.
Minhas considerações sobre o assunto estão acima: o jogo tem que ser bom para ambas as partes e nem sempre é assim que funciona.
Mas ai aparece uma agência e quer pagar para por um post em seu blog ou site, você deve recusar? Sinceramente eu lhe digo: DEPENDE.
  • Depende do que eles querem que você divulgue
  • Tem a ver com o seu público alvo?
  • Você conhece o produto ou serviço?
  • Você usaria esse dito produto ou serviço sem pestanejar na sua mãe ou no seu filho?
Por isso um grande DEPENDE deve ser estampado em sua face quando receber uma proposta deste tipo.
Você deve analisar a origem e a qualidade da noticia que você irá divulgar e não somente o valor ($$$$) que empresa quer lhe pagar.
Pense que é o seu nome e de seu blog que está em jogo, por isso todo cuidado é pouco.
Na parte 2 deste post falaremos sobre o que escrever e quanto cobrar em um post pago.
Qual a sua opinião sobre posts pagos em blogs de odontologia?