sexta-feira, 6 de maio de 2011

Amigas fazem bem a saúde


O palestrante (Chefe da psiquiatria da Stanford) afirmou, entre outras coisas, que uma das melhores coisas que o homem pode fazer por sua saúde é estar casado com uma mulher. Já para a mulher, uma das melhores coisas que ela pode fazer pela sua saúde é nutrir a sua relação com suas amigas. Na hora, todos os presentes deram risada, mas ele falava sério. As mulheres se conectam de forma diferenciada e oferecem sistemas de apoio que ajudam a lidar com o estresse e experiências de vida adversas. Este tempo com as amigas nos ajuda a criar mais serotonina, um neurotransmissor que ajuda a combater a depressão e que pode vir a criar um sentimento de bem estar geral. As mulheres compartilham seus sentimentos e os homens muitas vezes formam suas relações a partir de suas atividades. Eles raramente sentam com um camarada e discutem como se sentem sobre determinadas coisas ou sobre o andamento de sua vida pessoal. Trabalho? Sim Esporte? Sim. Carros? Sim. Pescar, Caçar, Golfe? Sim. Seus sentimentos? Raramente. As mulheres fazem isso o tempo todo. Nós compartilhamos a nossa alma com nossas amigas, irmãs/mães e evidentemente isso faz bem à nossa saúde. O Professor palestrante disse que passar o tempo com um amigo é tão importante para a nossa saúde quanto o exercício físico. Existe uma tendência de se pensar que quando estamos nos exercitando estamos fazendo algo de bom para o nosso corpo, mas quando estamos com nossos amigos estamos ‘jogando conversa fora’ e desperdiçando nosso tempo, o que não é verdade. Então, toda vez que vocês estiverem se divertindo na companhia de uma amigona se parabenize porque você está fazendo bem a sua saúde! Nós somos muito, muito sortudas. Então vamos brindar nossa amizade com nossas amigas. Faz bem à saúde!


fonte: 
http://www.dihitt.com.br/n/saude/2011/03/13/a-mulher-e-a-amizade

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Medicamento para depressão combate perda óssea na doença periodontal


Estudo desenvolvido na Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), pela pesquisadora Luciana Salles Branco de Almeida, demonstrou os efeitos da Fluoxetina, medicamento usado para depressão, sobre a diminuição da produção de mediadores da inflamação pelas células dendríticas e consequente diminuição da perda óssea na doença periodontal. A descoberta ter impacto não apenas no tratamento de doenças bucais, apontando alternativas também para outras doenças autoimunes.
O trabalho de Luciana foi idealizado totalmente na FOP e contou com a parceria do "The Forsyth Institute" (Harvard Dental/Medical School, Cambridge, MA, EUA), sob colaboração do pesquisador Toshihisa Kawai. A pesquisa teve seu mérito reconhecido pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de Sao Paulo (Fapesp), pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a National Institute of Health (NHI), dos Estados Unidos, que concederam apoio financeiro.
A hipótese desse trabalho surgiu a partir de estudos recentes que demonstraram que a Fluoxetina - um antedepressimo muito seguro, bem tolerado pelos pacientes e amplamente utilizado pela sociedade moderna - possui propriedades anti-inflamatórias e imunomoduladoras (regula a resposta imunológica do organismo). Assim, os pesquisadores pensaram que ela pudesse ser capaz de modular a resposta inflamatória do hospedeiro portador da doença periodontal, que é uma enfermidade inflamatória crônica relacionada à resposta imune do hospedeiro. A expectativa era que este fármaco pudesse atuar como um coadjuvante ao tratamento periodontal convencional, caso fosse capaz de modular a resposta do hospedeiro.
Os pesquisadores observaram que a Fluoxetina interfere na apresentação do antígeno aos linfócitos T pelas células dendríticas, que são as principais células de antígenos do sistema imune. A Fluoxetina diminui a produção de importantes mediadores inflamatórios pelas células dendríticas, bem como a expressão de uma importante molécula (ICOS-L) co-estimuladora para os linfócitos T. Quando se utilizou culturas de células dendríticas tratadas com a Fluoxetina juntamente com linfócitos T, observou-se uma diminuição da produção de RANKL pelos linfócitos T. "Como o RANKL é uma molécula diretamente relacionada à ativação de osteoclastos, decidimos testar o efeito da Fluoxetina sobre a perda óssea induzida em um modelo animal de doença periodontal RANKL-dependente. A Fluoxetina reduziu significativamente a perda óssea nos camundongos tratados, demonstrando uma interessante capacidade de modular a resposta do hospedeiro na doença periodontal", comenta Luciana.
Os autores afirmam que esses achados dos efeitos da Fluoxetina sobre as células dendríticas e a doença periodontal são inéditos. Ainda, com estes resultados, os pesquisadores acreditam que a fluoxetina pode se tornar uma alternativa de tratamento para doenças autoimunes como a artrite reumatóide e outras condições que envolvam a ativação de linfócitos T.
Dada a importância da descoberta, a pesquisa conquistou o Prêmio Internacional "Hatton", entegue durante o Congresso anual da IADR (International Association for Dental Research), realizado em San Diego, nos Estados Unidos.
fonte Isaude

terça-feira, 3 de maio de 2011

Idas ao dentista geram um coração saudável nas mulheres

Mulheres que vão ao dentista possuem coração mais saudável.
Isso segundo um novo estudo feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia, Berkeley, que publicaram suas descobertas online em 29 de setembro no periódico Health Economics. O estudo sugere que mulheres que tratam dos dentes reduzem o risco de ataque cardíaco, derrame e outros problemas cardiovasculares pelo menos em um terço.

A análise não encontrou um benefício similar em homens. Os dados vêm de aproximadamente 7.000 pessoas, com idades entre 44 e 88 anos inscritas no Estudo de Saúde e Aposentadoria (Health and Retirement Study).

"Muitos estudos encontraram associações entre tratamento odontológico e doença cardiovascular, mas nosso estudo é o primeiro a mostrar que o tratamento odontológico geral leva a menos ataques cardíacos, derrames e outros resultados cardiovasculares adversos de maneira causal," diz o chefe do estudo Timothy Brown, Ph.D., professor assistente adjunto de política de saúde e tratamento na Faculdade de Saúde Púbica da UC em Berkeley.

Esse estudo longitudinal seguiu os mesmos indivíduos ao longo do tempo e cada levantamento bienal incluiu questões sobre se os sujeitos haviam visitado o dentista e se eles haviam sofrido ataque cardíaco, derrame, angina ou insuficiência cardíaca congestiva nos últimos dois anos. Mortes por ataque cardíaco ou derrames também foram incluídos na análise e o estudo levou em conta outros fatores de risco, como uso de álcool ou tabaco, pressão arterial alta e índice de massa corpórea.

O fato de homens e mulheres não se beneficiarem igualmente com os cuidados odontológicos não surpreendeu completamente os pesquisadores.

"Pensamos que os achados refletem diferenças na forma como homens e mulheres desenvolvem doença cardiovascular", diz o coautor do estudo, Stephen Brown, M.D. 
fonte:http://www.colgate.com.br

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Odontologia para o paciente oncológico


Pacientes submetidos à quimioterapia (QT), radioterapia (RT) em cabeça e pescoço e transplante de medula óssea (TMO), podem apresentar sérias complicações em cavidade oral. Cabe ao cirurgião-dentista realizar a prevenção, o diagnóstico e o tratamento com o intuito de minimizá-las melhorando a qualidade de vida do paciente e até mesmo reduzindo o custo do tratamento médico.
A consulta odontológica inicial tem como objetivo identificar a presença de focos de infecção na boca, como cáries, infecções endodônticas (do “canal” dentário), infecções periodontais e outras doenças orais. Nesta consulta inicial o cirurgião-dentista - baseado na história clínica e oncológica detalhada, nos exames laboratoriais e de imagens, além de exame clínico odontológico - poderá definir o tratamento odontológico adequado para cada paciente. O planejamento das etapas do tratamento dentário deve ser sempre realizado em conjunto com a equipe médica oncológica. O momento ideal para o paciente procurar o cirurgião-dentista é antes do início do tratamento oncológico.
A cavidade oral e sua condição podem interferir de forma significativa no tratamento oncológico, uma vez que infecções orais podem evoluir para infecções sistêmicas, de difícil tratamento.
As complicações orais mais comuns decorrentes do tratamento oncológico são a mucosite oral, xerostomia (“boca seca”), infecções oportunistas (causadas por microorganismos que pertencem à microflora normal do indivíduo e que se manifestam quando há uma queda na resistência ou baixa imunológica), alteração do paladar, neurotoxicidade, aumento da incidência de cárie, hipersensibilidade dentária, trismo (“dificuldade de abertura da boca”), osteorradionecrose e alterações das funções normais como deglutição, fala e capacidade de alimentação.
É importante que todo paciente seja avaliado e acompanhado pelo cirurgião-dentista durante o tratamento oncológico. A atuação desse profissional engloba desde orientação e controle de higiene oral especiais para este período, diagnóstico precoce de doenças oportunistas e procedimentos odontológicos. Com a integração do cirurgião-dentista à equipe multidisciplinar de oncologia é possível minimizar os riscos de infecção, reduzir custos do tratamento por meio da redução do tempo de internação e proporcionar uma melhor qualidade de vida ao paciente.

Técnica para conter perda óssa revoluciona tratamento odontológico

Um novo tratamento para conter a perda óssea promete revolucionar a odontologia e os enxertos feitos a partir de bancos ósseos e a extração do próprio paciente. A proteína morfogenética tipo 2 (BMP-2) induz a transformação das células-tronco em novas células ósseas. A técnica reduz em 80% o tempo de recuperação dos antigos procedimentos, é menos invasiva e dispensa internação. De acordo com o especialista Daniel Vasconcellos, que ja utiliza o novo tratamento, " as BMPs são fundamentais para a formação óssea e o desenvolvimento do esqueleto ósseo. Além disso, a proteína pode ser utilizada com segurança e previsibilidade quando há necessidade de reparação óssea".

A solução ainda usada na maioria dos consultórios odontológicos é o enxerto ósseo autógeno, feito através de materiais artificiais, banco de ossos, que são ossos, tecidos e órgãos doados por pessoas falecidas, ou com ossos do próprio paciente, obtido de outra região da boca ou o osso da bacia, chamado osso ilíaco. Porém, este procedimento requer internação hospitalar, além de causar desconforto durante a remoção e aplicação, aumentando a morbidade da cirurgia e o desconforto pós-operatório, que pode durar em torno de seis meses.

" A ciência dedica-se a buscar alternativas efetivas e menos invasivas na reconstrução da estrutura óssea perdida e a BMP é a melhor solução. Menos invasiva e com uma recuperação rápida e sem dor, a novidade garante mais segurança ao paciente comparado aos riscos do banco de ossos e os procedimentos cirúrgico" , conclui.

A perda óssea acontece por inúmeros fatores, o mais comum é a falta de higiene bucal que leva à inflamação crônica na gengiva e que, dependendo do caso, avança para a raiz. Para resolver este problema, o procedimento mais comum é o enxerto ósseo na região afetada.
Fonte: Isaude